21 abril, 2021

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Exercícios Terapêuticos e sua importância no processo de reabilitação

Nós que somos especialistas em Reabilitação de Membro Superior, vemos os exercícios Terapêuticos como nossos aliados em diversos momentos e etapas no processo de Reabilitação.

O exercício terapêutico tem como objetivo tratar, prevenir ou recuperar qualquer lesão ou disfunção no complexo músculo esquelético.

Porém, se prescritos e feitos de forma errônia sem supervisão de um profissional da área, podem trazer diversos problemas, como piora do quadro de dor, lesões crônicas que podem levar até a uma intervenção cirúrgica (dependendo de cada caso).

Os primeiros estudos sobre a utilização dos exercícios terapêuticos datam da Grécia e Roma antiga, porém foi a partir da I Guerra Mundial que houve um aumento acentuado da utilização deste recurso para a reabilitação de pacientes, isso devido ao grande números de incapacitados durante e após os combates. (Layana de Souza Guimarães e Mônica Cardoso da Cruz, 2003)

O básico do básico

Saber anatomia, cinesiologia e cinesioterapia é fundamental para estabelecer um bom plano terapêutico para qualquer caso da área.

A cinesioterapia é uma técnica que se baseia nos conhecimentos de anatomia, fisiologia e biomecânica, a fim de proporcionar ao paciente um melhor e mais eficaz trabalho de prevenção, cura e reabilitação (Lato & Sensu, Belém, v. 4, n. 1, p. 3-5, out, 2003)

Usar métodos de avaliação validados ajuda também num resultado mais assertivo, entender e avaliar exatamente quais musculaturas atuam não só na patologia em si, mas no corpo como um todo e como ela afeta o movimento saudável fará diferença no resultado final.

Relembrando alguns conceitos…

Vamos lembrar de alguns conceitos técnicos que são fundamentais para o entendimento desse artigo?!

Alguns dos objetivos que temos em terapia é restabelecer a força muscular perdida após uma lesão / trauma, fortalecer uma musculatura que precise dar mais suporte para uma determinada articulação, entre outros casos…

Por isso, saber os conceitos básicos referente a cinesioterapia e cinesiologia é essencial para o profissional reabilitador.

Treino de Força

Quando iniciamos um Treino de Força ocorre alterações fisiológicas no nosso corpo, sendo as primeiras alterações agudas ( um aprendizado psicomotor) e, posteriormente, alterações crônicas (hipertrofia muscular).

Usamos vários tipos de contração muscular para iniciar um treino de força, esses tipos de contração geram tensões musculares dinâmicas e estáticas na musculatura ( queremos dizer aqui que pode gerar um alongamento ou encurtamento das fibras musculares).

Contração Isométrica

É a contração que não realiza movimento articular, porém  gera tensão na musculatura. Como por exemplo o exercício de prancha (como mostra a figura abaixo).

A força é gerada a partir da contração estática, pode ser com resistência ou sem resistência.

Usamos muito na reabilitação esse tipo de exercício para aumento de força sem ganho de massa, indicamos nos casos de pós operatório, lesões ligamentares, pacientes idosos, onde não são indicados exercícios que sofram ou realizem movimentos articulares. Pacientes que sofram de algum tipo de osteoartrose e que precisa de ganho de força, esse tipo de exercício é indicado por apresentar pouca sobrecarga mecânica.

Ela é utilizada na maioria dos casos nos estágios iniciais da reabilitação.

Contração Isotônica – Excêntrica e Concêntrica

A contração dinâmica ou contração isotônica já gera um movimento articular e um encurtamento da musculatura, a força do músculo precisa ser maior que o peso de resistência.

Estudos mostram que os métodos isotônicos (dinâmicos) oferecem resultados discretamente superiores em termos de força muscular, endurance local e hipertrofia muscular

A contração concêntrica

É utilizada para aumentar o volume muscular, trabalha contra a gravidade e gera um encurtamento das fibras musculares, no qual ocorre um fechamento da ângulação da articulação. Um exemplo que podemos citar é a flexão do cotovelo:

Imagem: Ilustra um exercício de flexão de cotovelo

Contração Excêntrica

Contração também dinâmica, porém que tem uma abertura da angulação articular, que é a favor da gravidade. ocorrendo um alongamento com tensão das fibras musculares

freiar para não cair”
Não precisa gerar tanta força para realizar o movimento, assim alonga as fibras musculares (a favor da gravidade)

ATENÇÃO:

Ambas dessas contrações geram forças na musculatura que está sendo ativada, gerando tensão.

As vezes podemos utilizar algumas resistências, caso seja preciso no plano terapêutico. Tal resistência pode ser um peso que colocamos na região distal de um determinado segmento.

Então…

Sabemos que para promover ganho de força muscular podem ser usadas as contrações isométrica e isotônica. E que a contração isométrica é utilizada nos estágios iniciais da reabilitação.

Porém, se analizarmos, treinamento isométrico não corresponde a todas as tarefas e atividades que realizamos no cotidiano, visto que a maioria das AVDs (atividade de vida diária) envolvem contrações excêntricas e concêntricas…

Por isso, temos que sempre avaliar o prognóstico do paciente e saber como e quando adicionar os exercícios dinâmicos na reabilitação, sendo que esses exercícios podem ser indicado quando os tecidos lesionados já estão cicatrizados ou quando o paciente não apresenta nenhum problema grave articular.

E lembre-se reavaliar o grau de força durante o processo de reabilitação é importantíssimo para o resultado final do tratamento.

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