26 julho, 2019

 • Órteses

Órtese de membro superior e a posição do punho.







Alterações na distribuição de pressão pelo ângulo do punho e posição da mão na órtese de punho

Hoje em dia o uso de órtese de membro superior vem sendo usado cada vez mais pelos pacientes que apresentam algum Distúrbio Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), um estudo recente do Journal Hand Therapy 2018, evidenciou como a alteração angular da órtese de punho pode influenciar na distribuição de pressão na região do túnel do carpo e na região hipotênar da mão.

No estudo afirma que dependendo da lesão é necessário posicionar o membro da melhor forma possível para que não haja piora do diagnóstico ou até a formação de um novo. Como no caso do tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo, onde a indicação é que o punho esteja na postura de 0 a 15 graus de extensão, assim a pressão da região do túnel será menor para o nervo mediano. Caso esse ângulo esteja a mais ou a menos a pressão será maior no qual aumentará os sintomas e até a piora do quadro.

Como não existem muitos trabalhos que mencionam essa distribuição de pressão o autor teve como objetivo gerar dados básicos para desenvolver um novo sistema que analisa e mede a pressão sobre os tecidos moles e processos ósseos em várias posturas do punho e da mão

Metodologia da pesquisa

Foram 34 participantes, sendo 18 homens e 16 mulheres, que puderam controlar seus próprios movimentos durante o experimento, no qual não apresentavam nenhum tipo de distúrbio musculoesquelético.

A órtese utilizada foi feita de material termoplástico de baixa temperatura. Envolvia a parte frontal do antebraço (2/3 do comprimento do braço de cada participante) e se estendia até a prega distal da palma da mão. O punho varia de  0, 15, 30 e 45 graus de extensão. Os dedos tinham movimentos livre das articulações metacarpofalângeanas e também das interfalangeanas. O sistema de análise de pressão utilizado foi o Pliance1 X que mede a distribuição de pressão em tempo real. Os dados foram coletados por um sensor continuamente por 60 segundos. Cada medida foi repetida três vezes. Calculou-se a média das pressões de pico e da imagem de valor médio em cada parte.

Resultados

As maiores alterações foram na angulação de 30 graus de extensão do punho, onde houve mudanças significativas com extensão total dos dedos e flexão total dos dedos na zona 5 da mão (região do túnel), com o punho em 45 graus houve alterações quando houve a extensão dos dedos e na flexão total dos dedos em todas as zonas.

Outras alterações importantes foram na região da zona 3, onde o punho estava em 15 graus e 45 graus de extensão. Na zona 5 quando o punho estava em 30 graus e 45 graus de extensão do punho.

De forma resumida podemos analisar como temos que tomar cuidado na hora de confeccionar uma órtese. Sua angulação deve ser respeitada a cada tipo de patologia correspondente, assim como sua estrutura anatômica e biomecânica.

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